Um pulo pela arte: a loucura de observar obras de arte.

Olá meus belos!

Já ouviram falar na síndrome de Stendhal? Ela foi descrita pela primeira vez em 1817, em um estranho caso com o escritor francês Henry-Marie Boyle, de pseudônimo Stendhal (daí o nome da síndrome, claro), ao visitar a basílica de Santa Cruz, em Florença. O cara chegou a passar mal mesmo viu.

No livro Nápoles e Florença: Uma Viagem de Milão a Reggio, que publicou em 1817, Stendhal descreveu os sintomas:

Eu caí numa espécie de êxtase, ao pensar na ideia de estar em Florença, próximo aos grandes homens cujos túmulos eu tinha visto. Absorto na contemplação da beleza sublime… Cheguei ao ponto em que uma pessoa enfrenta sensações celestiais… Tudo falava tão vividamente à minha alma… Ah, se eu tão-somente pudesse esquecer. Eu senti palpitações no coração, o que em Berlim chamam de ‘nervos’. A vida foi sugada de mim. Eu caminhava com medo de cair.”

Foi o primeiro registro da síndrome que levou o nome do escritor, mas também é conhecida como síndrome de Florença ou hiperculturemia. Foi somente em 1979, porém, que a doença foi devidamente descrita e nomeada pela psiquiatra Graziella Magherini, autora do livro La Sindrome di Stendhal – Il Malessere del Viaggiatore di Fronte alla Grandezza dell’Arte (A Síndrome de Stendhal: o Mal-Estar do Viajante Diante da Grandeza da Arte, em tradução livre).

Entre os principais sintomas da doença estão taquicardia, sudorese, palpitações, tremores, tensão emocional, ondas de calor, exaustão e, em casos mais graves, tonturas e vertigem. Segundo Magherini, 87% dos casos foram entre pessoas que viajavam sozinhas e sempre em lugares repletos de arte e história. Pessoas com entre 26 e 40 anos, sofrendo algum tipo de estresse pela viagem (às vezes, simplesmente jet lag), são mais propensas a sofrerem dos sintomas.

No fim do ano passado, um turista sofreu uma parada cardíaca enquanto contemplava um dos quadros da Galeria degli Uffizi, em Florença, o museu mais visitado da Itália. O fato reacendeu o interesse sobre a síndrome e levantou dúvidas se este seria mais um caso da enfermidade — a médica que atendeu o turista não comprovou esse diagnóstico, visto que o paciente tinha um histórico de problemas no coração.

Evitar que a síndrome cause consequências tão graves não é tão complicado. A recomendação é que, se experimentar os sintomas descritos por Magherini, o turista se retire do local e descanse. Ao recomeçar a imersão cultural, o ideal é respirar bem entre uma obra de arte e outra para não se sentir sobrecarregado. Bem louco não galera?! Estranha a síndrome, estranha…

Bem louco não galera?! Estranha a síndrome, estranha…

Obra “o grito”, de Edward Munch

Galleria degli Uffizi em Florença. Um dos museus mais famosos do mundo.

Até mais com mais!

Fonte da pesquisa e matéria: Site Galileu.

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2 comentários em “Um pulo pela arte: a loucura de observar obras de arte.

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