Pálida luz

Bebi certa vez com Kafka num banco de madeira em uma praça deserta. Era noite e chovia. Chuva com vento que balançava as árvores mais altas e escuras. A bebida era de um forte teor alcoólico e um leve sabor amargo... Saborosa. Não lembro bem o que era... Mas tinha cor de absinto. Bebíamos diretamente … Continue lendo Pálida luz

Procissão

Dois cavalheiros dispostos, luar reluzente na trêmula água... Campos distantes, cidades vazias e abandonadas... Casinhas sem ninguém que falam para ninguém a história do seu mudo silêncio. Os dois homens pararam sozinho no vazio noturno. Deveriam fugir feito idiotas? Gritar alguma coisa? A procissão se aproxima, a mórbida procissão se aproxima! Aqui, logo aqui, uma … Continue lendo Procissão