Um pulo pela literatura nacional: as 11 que você precisa conhecer.

Olá meus belos!

Ler é tudo de bom não acham? E não é de se negar que nossa literatura brasileira é riquíssima e bela. É como se fosse necessário conhecer as raízes e grandes histórias do país continental, sejam fictícias ou não. Histórias de amor, paixões e guerra que já houveram. Simbora!

1- O cortiço, 1890, Aluísio Azevedo.

O cenário desse romance, como o título já bem sugestivo, é o cortiço São Romão, situado no Rio de janeiro no século XIX. O então Sr. João Romão (protagonista) é um portuga que veio do país lusitano para o Brasil em busca de uma vida melhor. E deu certo viu. Ele começa com 3 casinhas, mas aos poucos vai comprando mais e mais. Sua bela companheira é uma escrava fugida, dona Bertoleza. Mas Romão não satisfeito, quer ampliar cada vez mais os negócios, e faz sociedade com o vizinho Miranda. Miranda propõe que ele case com sua filha zulmira, o que faz com que Romão pense em denunciar a pobre Bertoleza. Narra a vida miserável dos cortiços.

2- Dom casmurro, 1889, Machado de Assis.

Aqui uma grande e famosa obra machadiana. Narra um doido triângulo amoroso entre o narrador Bento Santiago, a dona Capitu esposa dele, e o seu melhor amigo Escobar. Até depois da morte do amigo, Bento era assombrado pela desconfiança de tal ato, e reparava no olhar da Sr. Capitu para o defunto, que ele julgava ser do tipo apaixonado. Para completar, ainda nasce uma criança que Bento jura carregar os traços do amigo. Oh confusão!

3- Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto, 1915.

Esse eu gosto bastante, tanto da narrativa, como o enredo que acho cativante. Conta a história do então Policarpo Quaresma, que é de longe um patriota obstinado e fanático. O cara tem um profundo amor por tudo que é de seu país, até mesmo a água do mar ele julga ser melhor. Até passa a aprender o Tupi-guarani (show, queria também aprender essa língua haha) só por ser a língua nativa das terras brasileiras. Mas como se sabe, extremismos são doença né. Ele muda para o campo com a irmã, e ver que as coisas nunca foram como ele bem pensou, e surgem umas questões bem conflitantes e desagradáveis. Lamento Sr. Policarpo ;(.

4- São Bernardo, Graciliano Ramos, 1934.

Aqui um romance modernista, que mostra a dura realidade do nordeste (mais um do Graciliano né). Personagem central, Paulo Honório, é um sofredor criado sem os pais, sem nenhum afeto. Certo dia se envolve numa briga por conta de namorada, e vai parar na cadeia, onde passa 3 anos, e se torna mais frio e violento. Nisso o rapaz problemático, já tinha planos de tomar as terras de São Bernardo, onde já havia trabalhado tempos antes. Pois ele consegue tal feito, e se torna um latifundiário. O cara não tinha limites, e manda matar seu vizinho Mendonça, e assim consegue mais território. Casa- se com Madalena e tem um filho. A pobre mulher não aguenta a pressão de viver com um cabra daquele tipo, e comete suicídio. Ele agora novamente solitário, decide escrever um livro narrando toda sua história.

5- Vida e morte Severina, João Cabral de Melo Neto, 1944.

Esse tem destaque nas minha leituras, amo. Essa obra já ganhou versão animada e em quadrinhos também (inclusive tenho a HQ, presente de um amigão haha). Toda em versos, é considerada pela crítica como uma obra regionalista e modernista. Narra a trajetória de um retirante nordestino, nosso querido Severino, que sai do sertão para Recife, em busca de melhores condições de vida. (O sofrimento no sertão pernambucano era grande!) Em meio a tanta miséria e preconceito, ele considera o suicídio para si, não fosse por o nascimento de uma criança, que o faz desistir de tal idéia. É com certeza uma maravilhosa leitura, lindos versos poéticos e reflexões.

6- Grandes sertões: veredas, Guimarães Rosa, 1956.

Aqui o narrador Riobaldo, é um jagunço do interior do nordeste que acompanha um bando em lutas travadas pelos sertões. Ele então se apaixona por um dos membros desse bando, chamado Diadorim. Ele passa a sofrer calado, por achar que estava apaixonado por um homem, e nisso o amor fica reprimido. Ao longo das 600 páginas do livro (que grande bixo) ele então reflete sobre a vida, o encantamento, a solidão e as guerras.

7- A hora da estrela, Clarice Lispector, 1977.

Devo dizer que esse tem um fim bem súbito e pensativo. O narrador Rodrigo S.M conta a história de Macabéa, uma jovem e solitária moça alagoana, em terras cariocas. Com apenas 19 anos, ela é desprovida de qualificação e beleza, e quase sempre passa despercebida. Ela trabalha no Rio como datilógrafa e vive num quarto. A moça até come ao almoço cachorro quente com Coca cola (que dó cara) e nas horas vagas ouve um rádio. Um dia conhece um metalúrgico, imigrante também, Olímpico, e daí vem um namoro. Como se não bastasse o cara trata a coitada super mal e até troca ela por uma colega, Glória. Ela desesperada com tais situações, vai a procura de uma cartomante, que lhe diz que seu destino será lindo quando ela conhecer um estrangeiro rico (iludindo a garota, minha senhora). Ela sai dalí toda serelepe de esperanças, quando um caminhão Mercedes vem e atropela a jovem que morre na hora, sem que ninguém ofereça ajuda. Eu disse que era súbito né? pois é.

8- O caderno rosa de Lori Lamby, Hilda Hilst, 1990.

Mas esse aqui é o mais polêmico da lista meus caros! Conta a história de uma garotinha de apenas 8 anos de idade, que se prostitui e ainda sente prazer nisso. É o suposto diário dela, que o leitor está vendo, onde a garotinha confessa alí as obscenidades e devassidão em que ela faz parte. As negociações dos clientes e tudo mais. Para completar, os pais da garotinha é que dirigem toda aquela situação podre (Pesado em).

9- Cidade de Deus, Paulo Lins, 1997.

Esse foi o romance de estreia de Paulo Lins, que retrata alí a violência (e põe violência) constante da comunidade Cidade de Deus, um dos maiores conjuntos habitacionais do Rio de janeiro na década de 90. Tem como protagonista os próprios moradores em meio ao fogo cruzado, nos conflitos entre facções criminosas e a polícia. O romance foi adaptado para um longa em 2002, no qual conquistou enorme sucesso de crítica até no exterior.

10- Eles eram muitos cavalos, Luiz Ruffato, 2001.

Essa obra tem uma precisão bem estampada na data de sua narrativa: 9 de maio de 2000. Isso porque o objetivo é contar 69 histórias independentes, micro relatos, de várias classes sociais, na grande megalópole São Paulo, tudo no mesmo dia. É como várias fotos tiradas de vários ângulos, de várias formas, sabe? Bem interessante e diferenciado.

11- A chave de casa, Tatiana Salem Levy, 2007.

Esse tem um toque bastante autobiográfico. A personagem aqui, recebe uma chave de seu avô, de uma antiga casa da família, em Esmirna na Turquia. Ela então sai do Rio de janeiro (mas esse Rio é um cenário e tanto em) e parte em busca do passado de seus antepassados. E o cerne da história é esse mesmo, ela em busca de suas raízes, sua genealogia. Embora duvidosa sem querer se jogar em tal aventura, ela não perde tempo.

E é isso meus belos, até mais com mais ;)!

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