Erma pinha

Uma pinha marrom e pequena de um pinheiro. Habitando solitariamente a ponta de um galho pendente, um pinheiro erguido e sozinho, afastado do mundo inteiro. Pinha esta que caiu, caiu, rolou e subiu, para descer com mais força em forma de grande bola de neve e adentrar uma gélida e erma caverna. Pequena e frágil … Continue lendo Erma pinha

Fúnebre passagem

Não sofro pelas coisas palpáveis e tocáveis... São as do plano imaterial, aquelas que não se podem ver nem tocar que mais me causam dor... Lourenço Mutarelli Uma deserta rua de ladeira por alguma noite da semana. Jhon descia essa mesma rua sem saber bem o porquê de estar fazendo tal ação. Mas vai descendo … Continue lendo Fúnebre passagem

Capítulos inteiros

Ainda choro capítulos inteiros de um mesmo livro que sempre deixei por inacabado... Terminar? Embora relutasse... Tentei tentei, mas todavia me era inalcançável e assim ficou... Era como um atolamento sem fim! Pensamentos perplexos que nunca desejaram deixar-me. "Porquê afoguei-me, por quê afogar-me se a suavidade da superfície é tão branda e macia?" Fazia-se noite … Continue lendo Capítulos inteiros

Agulhas pelo chão

As palavras são manchas desnecessárias sob o silêncio e o nada... Samuel Beckett O homem magro e meio pálido possuía os ossos do rosto bem destacados e salientes. Todos os dias ao varrer a casa apressadamente, tinha, dentre várias outras, uma intensa fixação recorrente que lhe invadia até que fosse terminada toda aquela atividade diária: … Continue lendo Agulhas pelo chão

Lonxeloy no mar Báltico, passei por Munique.

Munique, 4 de agosto de 1960. Pelo quarto dia aqui em Munique, me sinto bem. O velho Lonxeloy está ancorado no litoral báltico a quase mil e trezentos quilômetros daqui, juntamente com o comandante que ficou hospedado por lá mesmo, e mais quatro de nossos companheiros. Somos treze no total, sendo três mulheres. Imagino que … Continue lendo Lonxeloy no mar Báltico, passei por Munique.