Pálida luz

Bebi certa vez com Kafka num banco de madeira em uma praça deserta. Era noite e chovia. Chuva com vento que balançava as árvores mais altas e escuras. A bebida era de um forte teor alcoólico e um leve sabor amargo... Saborosa. Não lembro bem o que era... Mas tinha cor de absinto. Bebíamos diretamente … Continue lendo Pálida luz

Ovelhas

As muitas ovelhas branquinhas e de rico pelo aveludado que pastavam tranquilamente na paz das sombras de frescas árvores verdes, viram quando seu pastor transformou-se em uma delas. Ele, um pastor experiente e que já há muito cuidava de todas elas, se pôs de repente a dançar e rodopiar em baixo de uma das árvores. … Continue lendo Ovelhas

Procissão

Dois cavalheiros dispostos, luar reluzente na trêmula água... Campos distantes, cidades vazias e abandonadas... Casinhas sem ninguém que falam para ninguém a história do seu mudo silêncio. Os dois homens pararam sozinho no vazio noturno. Deveriam fugir feito idiotas? Gritar alguma coisa? A procissão se aproxima, a mórbida procissão se aproxima! Aqui, logo aqui, uma … Continue lendo Procissão

Capítulos inteiros

Ainda choro capítulos inteiros de um mesmo livro que sempre deixei por inacabado... Terminar? Embora relutasse... Tentei tentei, mas todavia me era inalcançável e assim ficou... Era como um atolamento sem fim! Pensamentos perplexos que nunca desejaram deixar-me. "Porquê afoguei-me, por quê afogar-me se a suavidade da superfície é tão branda e macia?" Fazia-se noite … Continue lendo Capítulos inteiros