Velhos e estradas

O velho Honório Gurgel sempre contava histórias para o seu netinho de nome Doso. Doso era magrinho e tinha um ligeiro aspecto de quem estava empoeirado. Menino que corria pelas matas frescas e mergulhava nos rios claros de São Luíz do Curu. Gurgel armava uma rede no quintal ou na área da frente, também chamado … Continue lendo Velhos e estradas

Pálida luz

Bebi certa vez com Kafka num banco de madeira em uma praça deserta. Era noite e chovia. Chuva com vento que balançava as árvores mais altas e escuras. A bebida era de um forte teor alcoólico e um leve sabor amargo... Saborosa. Não lembro bem o que era... Mas tinha cor de absinto. Bebíamos diretamente … Continue lendo Pálida luz

Lonxeloy no mar Báltico, passei por Munique.

Munique, 4 de agosto de 1960. Pelo quarto dia aqui em Munique, me sinto bem. O velho Lonxeloy está ancorado no litoral báltico a quase mil e trezentos quilômetros daqui, juntamente com o comandante que ficou hospedado por lá mesmo, e mais quatro de nossos companheiros. Somos treze no total, sendo três mulheres. Imagino que … Continue lendo Lonxeloy no mar Báltico, passei por Munique.