Capítulos inteiros

Ainda choro capítulos inteiros de um mesmo livro que sempre deixei por inacabado… Terminar? Embora relutasse… Tentei tentei, mas todavia me era inalcançável e assim ficou… Era como um atolamento sem fim! Pensamentos perplexos que nunca desejaram deixar-me. “Porquê afoguei-me, por quê afogar-me se a suavidade da superfície é tão branda e macia?” Fazia-se noite e deitado sozinho em uma praia distante, tal pergunta me veio ao juízo enquanto a lua meio pálida e em cor de ouro me olhava… Uma música chorosa na qual também anseiava por algo, com suas notas e letras embebidas de uma inquietação desconhecida, tocava um pouco distante, e era profundo… Mas eu a ouvia, ah eu ouvia bem! Vibravámos em um só. Nosso rumo era o mesmo discorrendo em paralelo sob um mesmo pensamento. Ondas estrondosas ali bem próximas, a praia com sua tão noite fria e escura também… A areia em bilhares e as estrelas ao dobro do dobro, e eu tão único, apenas um, tão pouco… Ah! Tudo sempre foi por tão pouco!

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