Silhueta

Do borolento porão em que estou, quase totalmente sou tomado pelo musgo. Caem gotas de grande úmidade viscosa das paredes e filtram-se em minha pele e ossos. Todas as velas que queimam sempre imploram por continuar derretendo a cera e o pavio, em seus milésimos finais de fogo existente… Porém não passa de ilusório e fugaz anseio. Inútil! Vejo a sombra do que fomos com o desejo do que seremos. Sinto o silêncio no entardecer que deita ao oeste horizonte… Um solitário e ermo caminhante. Eu sou a inconsolável e temporária silhueta que se move contra o pôr do sol.

2 comentários em “Silhueta

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