Um pulo pela literatura: 10 autores que tiveram os gatos como inspiração para escrever.

Olá meus belos!

Gatinhos são muito fofos e astutos não é verdade? E é difícil alguém que não tenha gosto e amor em ter um de estimação, dormir na sua cama, passar na sua perna e etc… É verdade que eles parecem ser muito orgulhosos (vaidosos também) e indiferentes com algumas coisas… Mas não deixam de serem amáveis, carinhosos, prestativos e companheiros. Também sempre alimentaram bastante imaginação e história na literatura, sabiam? Os bixanos já foram fonte direta de inspiração, de muitos grandes escritores mundo afora. Simbora ver quais!

1- Charles Bukowski

Bukowski foi um alemão naturalizado americano. Poeta, romancista e contista, foi enormemente influenciado pelo estilo de vida comum da classe baixa americana, regada é claro a álcool e mulheres. Em 1986 a revista Time lhe descreveu como “laureado canalha americano”. Chegou a publicar mais de sessenta livros durante sua carreira (uma boa quantia…) e muitos deles com foco na sua casinha lá em Los Angeles. Entre suas obras mais famosas estão seus diversos livros de poesia, e seus romances. Dentre os mais famosos: Factotum, Misto quente e Mulheres. O cara era um apaixonado por gatos, muito mesmo. O povo até diz que certa vez ele afirmou:
Ter um bando de gatos por perto é bom. Se você está se sentindo mal, é só você olhar para os gatos e vai se sentir melhor, porque eles sabem que tudo é, tal como é. Não há nada para ficar animado. Eles apenas sabem. Eles são salvadores. Quanto mais gatos você tem, mais tempo você vive. Se você tem uma centena de gatos, você vai viver dez vezes mais do que se você tem dez. Algum dia isso vai ser descoberto, e as pessoas terão mil gatos e viverão para sempre. É realmente ridículo”. *_*

Até fez um poema cujo título é “My cats”, totalmente dedicado aos seus bichinhos né?!

2- Truman Capote

Escritor americano, produziu muitos contos e romances de não- ficção. Seus escritos mais famosos são Bonequinha de Luxo e A sangue frio. Ele era assumidamente (tranquilão e tal) homossexual além de tá sempre alí, entre as camadas mais finas e importantes (o povo rico e influente, e por aí vai) da sociedade.
Seu amor por gatos não é muito bem reconhecido e documentado na história de sua vida… Mas o felino sem nome em sua obra “Bonequinha de luxo” tem um papel muito importante no cerne da história. Chegaram a resumir toda a novela com uma citação inclusive: “Se eu pudesse encontrar um lugar da vida real que me fizesse sentir como Tiffany, então eu ia comprar alguns móveis e dar um nome ao gato.

Trecho da mesma obra –
Pobre desgraçado… – lamentou-se, coçando-lhe a cabeça. – Pobre desgraçado sem nome. Não é muito correto que ele não tenha um nome. Mas eu não tenho qualquer direito de lhe pôr um nome, vai ter de esperar pertencer a alguém. Nós apenas nos encontramos um belo dia à beira-rio, não pertencemos um ao outro, ele e eu somos independentes”. Achei sensacional esse trecho, uma certa sensibilidade e atenção pelo outro ser.

3- Jorge Luis Borges

Sul americano, nasceu em Buenos Aires, Argentina, e escreveu diversos contos, ensaios e poemas. Dentre os mais famosos Ficções e O Aleph, que são na verdade coletâneas de contos interligados pelos temas: sonhos, labirintos, espelhos, animais e Deus (bem interessante mesmo). Conhecido também por “realista mágico”, o escritor JM Coetzee chegou a dizer

ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos”.

Também tem um poema seu dedicado aos fofos felinos de título “A um gato”

Não são mais silenciosos os espelhos
Nem mais furtiva a aurora aventureira;
Tu és, sob a lua, essa pantera
que divisam ao longe nossos olhos.
Por obra indecifrável de um decreto
Divino, buscamos-te inutilmente;
Mais remoto que o Ganges e o poente,
É tua a solidão, teu o segredo.
O teu dorso condescende à morosa
Carícia da minha mão. Sem um ruído
Da eternidade que ora é olvido.
Aceitaste o amor desta mão receosa.
Em outro tempo estás. Tu és o dono
de um espaço cerrado como um sonho.” Muito belo!

4- Ernest Hemingway

Também escritor americano, publicou romances e contos além de ter atuado também como jornalista. Maioria de suas obras são consideradas grandes clássicos da literatura americana como, O velho e o mar, Para quem os sinos dobram e Adeus às armas. Tendo vivenciado o período da primeira Guerra Mundial, chegou a produzir uma ficção bastante firme e com uma abordagem máscula. Em 1954 ganhou um Nobel de literatura.

Lá pro final dos anos 40 Ernest chegou a ter uns 23 gatos, muitos né? E gostava de se referir aos bixanos como “fábrica de ronronar” e “esponjas de amor”. Em 1953 um de seus gatinhos, de nome “Uncle Willie” foi atingido por um carro, e isso é óbvio, o deixou bastante triste. Ele até escreveu uma carta bastante comovente para um amigo seu, Ivancich:

Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, podem esconder os seus sentimentos, mas um gato não o faz.”

5- Neil Gaiman

Uma verdadeira referência pop-nerd, autor de romances, contos e Graphic Novels, bastante conhecido por sua série de HQs Sandman, (show essa HQ!) e também romances como Coraline, Deuses Americanos e Filhos de Anansi. E ele é claro, ama os gatinhos… Tem vários animaizinhos na verdade, e gosta bastante de escrever sua história com eles, que até descreve umas aventuras em seu blog.

Abaixo uma citação dele sobre sua paixão:

“Eu cresci tão acostumado a ter um gato mal-humorado, mas bonito que eu preciso alertar os visitantes sobre. Ela sobreviveu a todos os gatos que eu amava e todos os gatos que eu me liguei.

E eu acho que ela cresceu se aproveitando de mim.

Quando Zoe morreu, foi muito fácil de explicar às pessoas o quanto dói você perder um gato doce, gentil, que não passava de uma bola de amor total. Eu vou ter muito mais dificuldade em um dia, meses ou mesmo anos explicando a falta que me faz a perda da gata grumpiest mais perigosa e mais malvada que eu já encontrei.”

A HQ Sandman. Acho muito show a arte dela, todo estilo gráfico.

6- Stephen King

O cara é uma verdadeira máquina de escrever. Fantasia, terror (daqueles psicológicos, muito massa!) e ficção científica são seus gêneros preferidos, entre contos e romances. Também muito conhecido por filmes baseados em sua obras como: O iluminado, Conta comigo e O cemitério maldito. A família do escritor sempre gostou de criar gatos mas também cachorros. Em um de seus contos chegou a dizer:
“pode ser que a maior divisão do mundo não são os homens e mulheres, mas as pessoas que gostam de gatos e pessoas que gostam de cães

7- Edgar Allan Poe

Pois é, o mestre do terror (sou fanzaço desse cara S2) também amava gatinhos. Ele e sua esposa (sua prima Virgínia), criavam um chamado Catterina. Um de seus contos mais assustadores tem exatamente um gato como personagem central O gato preto, terror puro, recomendo!

8- Patrícia Highsmith

Patrícia escreveu thrillers psicológicos aclamados de forma bem ampla. Strangers on a train, que inclusive ganhou adaptação para o cinema de Alfred Hitchcock em 1951, e também O talentoso Ripley ( Ripley, assassino/protagonista, ainda apareceu em mais quatro romances dela). A escritora além do amor pelos gatos, também curtia criar caracóis (isso mesmo, bem peculiar né?!) Ela precisava de gatos, para manter seu pleno equilíbrio psicológico, entendem? Chegou a dizer “ Tudo humano me é estranho” (concordo com você Dona Highsmith 🙂 ) É, ela não era muito fã de proximidade com pessoas.

9- Williams S. Burroughs

Romancista, ensaísta e contista, Williams é muito influente na literatura e também na cultura pop. Seu livro mais famoso foi Almoço Nu, livro no qual fez ele passar por processo judicial, por conta das leis anti-sodomia dos EUA na época. Chamou os gatinhos de “seus amigos psíquicos” e Também escreveu um livro The inside cat, onde ele cita alguns de seus gatos. Uma frase sua:
“O gato não oferece serviços. O gato se oferece. “

10- Júlio Cortázar

Aqui um ensaísta, contista e romancista argentino. O cara é comumente chamado de “mestre moderno do conto” e também um dos fundadores de um grande movimento literário o Boom latino americano. Seu romance mais famoso é Jogo da amarelinha. Tem sua forte caraterística na escrita, em usar seu monólogo interior e o fluxo da consciência. Seu amor pelos gatos o fez também escrever bastante em seu livro A volta ao dia em oitenta mundos (gostei do título rsrs, lembra Júlio Verne em).
Deixo aqui um trecho de sua citação

Às vezes eu ansiava por alguém que, como eu, não estava ajustado perfeitamente com sua idade, e essa pessoa era difícil de encontrar, mas logo descobri gatos, em que eu poderia imaginar uma condição como a minha, e livros, onde encontrei a mesma coisa muitas vezes.

Gostaria de deixar dois vídeos sobre o tema

E até mais com mais meus belos ;)!

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6 comentários em “Um pulo pela literatura: 10 autores que tiveram os gatos como inspiração para escrever.

  1. Bonequinha de Luxo foi escrito pelo Truman Capote para a Marilyn Monroe, ele fez a personagem pensando nela,e queria ela no papel. Infelizmente a Marilyn não pode fazer pois o estúdio não queria ela em papéis mais sofisticados. A Audrey ficava sem graça no set de filmagem quando o mister Capote estava lá, pois sabia que a vontade dele era outra.

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  2. só feras neh…. legal saber q todos tinha algo em comum, o amor pelos felinos…. a última foto do bixano dormindo tá demais….. sim, como foi dito no comentário acima, Capote queria a Marilyn, mas, Bonequinha não seria o clássico q é sem Audrey…. é dos filmes do meu coração….

    Curtido por 1 pessoa

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