Um pouco do artista: Van Gogh, as 10 principais obras.

Olá meus belos!

Hoje trarei um pouco do grande e solitário artista, Van Gogh. Nascido na Holanda em 1853 como se sabe, o cara mandava ver mesmo em seu estilo expressionista (pós-impressionista). Sua paleta de cores era algo surreal mesmo. Sofreu as amarguras dessa vida de forma total (é osso meu caro Gogh!) e intensa. Tanta conturbacão, também morreu bem jovem (37 anos.) Tantos sonhos e planos esmagados… Talvez por ter um coração tão brando e bondoso, se perdia em certas coisas. Foi muito considerado um louco (só os que são diferentes e fazem a diferença são considerados loucos mesmo!) e assim muito incompreendido. Parece até mentira, mas durante toda sua vida, tudo que conseguiu vender foi apenas 1 mero quadro. Inacreditável!

Em 30 de março de 1852, morre Van Gogh. (Como assim?!) Mas calma, não o Van Gogh aqui em questão, e sim, seu irmão, no qual a mãe deu o mesmo nome ao novo filho nascido. E assim se fez. E por incrível que pareça meus caros, Van Gogh (agora é o pintor mesmo rs) nasceu exatamente um ano depois, ao mesmo dia em que seu irmão havia falecido, em 30 de março de 1853. Que doidera isso não é não?! Dá muito o que pensar, de verdade.

Outra coisa que me impressiona, é que Van Gogh, gostava muito de visitar o túmulo do irmão, com seu mesmo nome na lápide, talvez se sentisse bem fazendo aquilo (o que tem de misterioso tem de belo, eu acho rs). Parece “vou continuar o que não consegui na vida passada.” Bem como também, amava andar por cantos isolados, mórbidos, desprovidos de animação, e é claro, sempre sozinho. Como disse né, ele sempre foi muito solitário, e em toda sua vida teve apenas um único e fiel amigo (raríssimo amizade verdadeira né), esse que nunca lhe abandonou.

É claro que também é muito falado, que ele sofria de depressão profunda, esquizofrenia, transtornos bipolares, ansiedade… Um caso deveras complicado né. Pra completar o cara ainda tinha um certo vício em absinto, a tal “fada verde”, bebida dos poetas do século 18. Quis ser pastor (igual o pai) ainda quando era bem jovem, e entrou para um curso de teologia, mas foi rejeitado. Seria a primeira grande decepção de sua vida?

É muito cativante saber, que ele tinha uma extrema atenção e afeto, pelas pessoas pobres e miseráveis. Ele passou um tempo trabalhando juntamente com pessoas desse tipo, no mesmo círculo, e dava da sua própria comida à eles, do próprio dinheiro, e até vestimenta. Sentimentalismo além mesmo. Evitava pintar a burguesia, o povo ricão.

Seu irmão mais novo, Theo, lhe bancava e ajudava como podia, até em sua alimentação diária, ele contribuía. Também nas pinturas e tudo mais. Gogh sentia atração e gosto por mulheres viúvas, abandonadas… Isso explica ele ter se relacionado com uma prostituta por exemplo, na qual ficou grávida, sem se quer saber de quem.

Certo que ele tinha influência tanto do impressionismo quanto do expressionismo, mas o cara ia além, tinha sua própria forma, seus próprios traços, e nunca se entregou de forma deliberada, a nenhuma das duas técnicas. Sua arte foi muito desprezada na época, mas nem por isso deixou de lado sua força de criação (guerreiro!). Depois de se sentir pior ainda ao longo de sua vida, pediu ao irmão que o internasse numa clínica, e nesse tempo fez o tão famoso (belíssimo) quadro “noite estrelada”, da janela de seu quarto.

Tempos depois sai de lá (1890), e com um tiro na barriga, tem sua vida ceifada. Há hipótese que fala em um disparo por terceiro, como também há a que levanta um possível suicídio (fico com essa…) seja qual for, não tem como afirmar com 100% de clareza, pois muitos detalhes se perderam, tornando tudo mais obscuro e nevoento, até hoje.

Para seguir, deixo aqui uma linda frase sua, que gosto muito: “As pinturas mais belas são as que sonhamos deitados na cama, fumando um cachimbo, mas nunca pintamos.” ;(. Simbora!

1- Campo de trigo com corvos, 1890.

Essa foi muito debatida entre os críticos como um de seus melhores trabalhos, e também tida como sua última pintura. Ainda que seja muito incerto saber qual foi mesmo sua última tela. Mostra um céu com esse azul escuro e sombrio, bem dramático. Esse extenso campo de trigo dourado, com corvos inquietos sobrevoando alí. E a estrada denota uma imagem de solidão… Pra onde ela vai mesmo, né?

2- Retrato do Dr. Gachet, 1890.

Esse existem duas versões, as duas são de 1890. Retrata o Dr. Paul Gachet, que cuidou de Gogh em seus últimos anos de vida. É um dos quadros mais apreciados do mundo, feito por ele em junho de 1890. Mostra o Dr. Inclinado, pensativo com a mão no rosto (e com um certo tédio estampado)… É o quadro mais caro de Gogh.

3- Campo de trigo com cipreste, 1889.

Essa tela faz parte de uma série de 3, que ilustram campos de trigo (me amarro nesses cenários) e um lindo cipreste verde alí no fundo, que se ergue bem destacado no plano, e torna a vegetação mais completa. Um dos meus preferidos.

4- Noite estrelada, 1889.

Mais uma de 89. Foi feito da janela de seu quarto, no hospício onde estava internado em Saint-Rémy-de-Provence, pouco antes do sol nascer. O vilarejo que se ver é imaginário, criado pelo pintor ao qual faz todo sentido ao resto da pintura. Traços bem fortes e firmes, e com quase nenhuma abstração, ( você entende cada ponto das imagens expostas, e não se perde) mas ainda as que contém, contribuíram para movimentos artísticos futuros. Imagino o que ele sentia ao fazer específicamente esse, quando sua vida estava tão mais limitada dentro do hospício, e assim, até mais dolorosa.

5- A vinha encarnada, 1888.

Essa é a minha preferida dele, e a única que conseguiu vender durante sua vida. Foi então comprada por uma senhora chamada Anna Bock em Bruxelas, na Bélgica, por 400 francos. Seu irmão Theo que negociou e tal, e deu certo a venda. Foi pintado por Gogh, depois de um chuva seguido de um por de sol. Os tons verdes no céu, seriam para constratar com o restante vermelho quente, do chão. Um arraso de tela!

6- Quarto em Arles, 1888/ 1889.

Mais uma sequência de 3 pinturas. A primeira iniciada em outubro de 1888, que contava com retratos em miniaturas de amigos seu. Seguida por outra versão em abril de 1889, e no verão do mesmo ano fez a última. A tela mostra o quarto do pintor em Arles, na França, que é mais conhecida como “casa amarela”.

7- Terraço do café a noite, 1888.

Mais uma de 88, e toda em óleo. Essa tela não tem assinatura do pintor, mas é descrita em 3 letras (V.V.G?). Esse local fica em Arles, na França, e quem tiver a sorte em dar uma visitinha por lá, pode ficar no canto nordeste da praça, onde seria o local exato onde Gogh teria montado seu cavalete, e feito tal obra. Entre 1990 e 1991, a galera de lá, teria reformulado o local, afim de fazer ficar bem fiel ao quadro do pintor. Show né?

8- Café a noite na Place Lamartine, 1888.

Essa é de setembro de 1888. A tela também conta com a assinatura do pintor, e o nome da tela abaixo. A obra é de posse da universidade de Yale, em New Haven, nos EUA. Pode ser vista hoje em dia na galeria de artes da universidade. Retrata o café de La Gare, na Place Lamartine. Um porta cortinada aos fundos, feita em uma tela industrial tamanho 30. Pode ser ver também 5 clientes e um garçom, meio alí, sem fazer nada.

9- Os girassóis, 1887/ 1888.

Essa vem de uma sequência de dois conjuntos. A primeira de 87, fez na França, onde mostra as flores no chão mesmo. Já a segunda foram feitas um ano depois em Arles, mas assim mesmo, no vaso. Um certo amigo seu (Paul Gauguin) comprou as duas versões de Paris.

10- comedores de batata, 1885.

Essa tem um aspecto bem deformado e escuro em?! Mas foi essa a intenção dele mesmo, segundo ele, era para demostrar os lavradores como eles realmente eram. Ela pode ser vista no museu Van Gogh, em Amsterdã. É também considerada uma das obras primas do pintor. Na verdade existem 3 versões dessa obra, onde ele fez toda uma litografia, para de fato iniciar na obra. O cara caprixava e não era pouco!

E até mais com mais meus belos ;)!

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